Sexta-feira, Março 05, 2004

And the 11 Oscars goes to... 

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O que se passa com os Óscares???

Parece que os tipos estão finalmente a atingir a senilidade e que a Parkinson já se instalou de vez.

Vamos já aqui colocar alguns pontos nos i´s:

O City of God, como eles dizem, apesar de aparecer com o título em inglês não deixa de ser um filme brasileiro. Por que carga de água não foi nomeado na categoria de melhor filme estrangeiro? Será que estavam todos a dormir? Vão nomear o filme para quatro categorias e esquecem-se da mais importante??

O que é que o Jude Law (fala-se muito na possibilidade dele vir a ser o novo James Bond) fez no Cold Mountain para merecer a nomeação? Não fazia mais sentido nomear o Tom Cruise que desde sempre nos habituou a grandes actuações nas dezenas de filmes onde já participou sem nunca ter ganho porra nenhuma?

Quando em 1999 se esqueceram de nomear o Fight Club para o que quer que fosse comecei a olhar para os tipos de lado. Como se fosse possível ignorar a adaptação do argumento de Chuck Palahniuk e as interpretações do Edward Norton e do Brad Pitt!!!!! Em 2000 voltaram-se a esquecer de um filme. Desta vez era apenas o vencedor do melhor argumento original em metade dos estados norte-americanos, o brilhante Memento . Este ano, há que dizê-lo com frontalidade, os gajos passaram-se de vez!
Já se sabia que a Trilogia Matrix era para esquecer. Até aí tudo bem. Também era do conhecimento geral que este ano não iria ser rico em grandes produções holliwoodescas, o que favoreceu filmes que foram ou merecidamente nomeados tais como A Cidade de Deus e Girl With a Pearl Earring ou merecidamente vencedores tais como Lost in Translation com a Coppola junior a arrecadar uma estatueta e o incontornável Lord of the Rings. Agora, premiar filmes de capa e espada como o Master & Commander e deixar o nosso português Eduardo Serra de mãos a abanar???? Quem é que eles pensam que são? E qual foi a ideia de premiar a Charlize? É certo que é sempre bom ver aquela mulher a discursar com um objecto fálico na mão e a chorar mas por favor alguém que diga, na próxima viagem que fizer para aquelas bandas, aos senhores da suposta academia que o Monster nem sequer é um bom filme!!!!

Para acabar esta viagem deixem que vos diga, eu que assisti à cerimónia em directo numa das salas de cinema do Olivaishopping depois da exibição de dois filmes nomeados, de um porto de honra, um cocktail e uma ceia que, tirando o ínicio com o brilhante Billie Crystal (que eu não vi devido à má organização do evento que colocou o Seabiscuit a acabar uma hora depois da cerimónia começar), tudo o resto foi uma grande seca!!





Pela vida de quem vem e de quem fica... 

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O aborto é por definição um oxímoro; uma violação consentida do corpo da mulher. Uma alteração premeditada do curso da natureza.

Que fique desde já claro: Sou totalmente contra o aborto! Quanto à sua despenalização, isso é outra conversa....

Comecei por pensar que poucos seriam aqueles a ficar indiferentes a esta temática. Tal pensamento não poderia estar mais errado. No ano de 1998 DC, quando toda a Europa procurava uma unificação do way of life na UE (Toda? Não!!!!) uma aldeia habitada por irredutíveis portugueses resistia. Na altura limitaram-se a virar as costas a uma poderosa ferramenta da democracia: o referendo.
Com uma taxa de abstenção de 68% e com resultados não vinculativos a questão foi, como tantas outras em Portugalium, abordada, discutida e arquivada. Seis anos depois o assunto é novamente matéria pública devido a uma petição de 121 mil portugueses que exigem uma nova consulta popular. É certo que o Governo rejeitou a ideia mas o tema voltou uma vez mais a pairar no ar, muito devido a mais um julgamento, desta feita em Aveiro, que colocou em cheque um médico e diversas mulheres que abortaram "ilegamente". Ninguém foi preso mas a pergunta mantêm-se: Até quando vai o Governo estar de olhos fechados? Não estará na altura de acabar com a hipocrisia e dizer "Basta!"? Talvez não. Entretanto todos os médicos e parteiras, em Portugalium ou no estrangeirium que o fazem (e que vão enchendo os bolsos com isso) vão agradecendo.


Mas viajemos um pouco com os seguintes factos:

- A Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) é permitida em caso de risco de vida, saúde física e psíquica da mulher, violação ou malformação do feto até às 10 semanas de gravidez, realizada em estabelecimento legal de Saúde;

- Foi estipulada em 1984 uma pena de prisão de 3 anos para a grávida que abortar;

- 1 em cada 200 jovens, entre os 15 e os 19 anos, já abortou;

- Estima-se que se realizam em Portugalium, todos os anos, cerca de 20 mil abortos clandestinos;

- Em 2003 dão entrada nas urgências dos hospitais cerca de 11 mil mulheres com complicações pós-aborto; 5 mulheres morreram;


Sabemos que os que podem continuarão a ter safa em Espanha ou noutro país qualquer e que os não podem vão sempre arriscar o pescoço.

Com estes panorama o que dizer?

Não consigo concordar com uma tomada de decisão extremista como "Que cada mulher decida. O corpo é dela e cada uma sabe de si" isso seria compactuar com a cultura do facilitismo e da irresponsabilidade. Por outro lado assumir que o feto é uma forma de vida desde praticamente o momento da sua gestação e garantir o seu direito à vida poderá significar um erro que terá intermináveis repercussões.

Por isso digo NÃO ao aborto e SIM à despenalização.

Está mais do que na altura de acabar com isto tudo e garantir as condições de 1º mundo para os que vêm e para os que ficam. Implementem efectivamente as medidas de planeamento familiar, educação sexual, e políticas de apoio à família.

Acabem com a porra da hipocrisia política e lutem contra a ignorância que teima em permanecer nesta aldeia de irredutíveis broncos.








Começou a viagem... 

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Esqueçam a Hellmann´s, a Calvé e a Savora!

É aqui e agora que temos espaço para a bela da escorregadela.
Não hesitem, esbardalhem-se à vontade.
Falem sobre tudo e sobre todos.Eu vou estar por cá para garantir que a tampa vai mesmo saltar...

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